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Criamos um ponto de encontro para todos aqueles que querem ampliar e transmitir seu saber, e também trocar ideias e afetos sobre o lugar e a importância do Cartel na formação de um psicanalista!

Encontro de compartilhamento das vivências que permitem insistir e seguir com a decisão por uma psicanálise comprometida em intensão e extensão. E sim, escritas com “s” justamente para contemplarem o tensionamento presente em cada um desses contextos.

Relembrando que a escolha de ATÚ para nomear esse encontro, foi inspirado na língua quimbundo e significa ‘pessoas’, no plural.

Pluralidade implica singularidade!

Assim é o Cartel!

Atú em sua fonética lembra o português ‘ato’, tão caro a psicanálise, como um movimento e posicionamento.

Um espaço para ouvir, criar laços e contar sobre as produções, dúvidas, incertezas e tudo mais que possa ser efeito de um Cartel durante a formação de um analista.

© Cazuá Griô.

a person's head in a circle
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A produção que ocorre dentro do Cartel no Instituto Cazuá Griô de Psicanálise (ICGP) ao mesmo tempo que privilegia o singular, é também uma produção coletiva e que busca, não a conformação com respostas definitivas, mas a elaboração contínua de questões, rascunhos de uma prática que prima pela interlocução com outros saberes, esboços de novas rotas, navegar por novos rios, novos laços e com outras formas de saberes, sempre conectados com os determinantes sociais de seu tempo e território.

Favorecendo a interlocução com temas atuais e que contemplem a interseccionalidade com temas transversais, inscritas em toda experiência humana e que por ser assim, sejam tratadas com o devido rigor e respeito que lhe são devidos.

Cada encontro e cada troca no Cartel se transformam em um espaço de produção, em que o saber não é dado de uma vez, mas se constroi progressivamente, por meio da colaboração de todos e ao mesmo tempo em que se desenvolve uma produção singular, que será apresentada em uma Jornada de Cartéis, ao final de um ano, para que seja testemunhada por outros psicanalistas.

O Mais-um no Cartel.

O "Mais-um" é um conceito central dentro da estrutura do Cartel lacaniano, e remete à figura que entra no grupo com a função específica, tomada diante de uma posição atenta, de um saber-fazer, que promova a precipitação da singularidade de cada cartelizante ou cartelando, estes são nomes dados a cada participante do Cartel.

O termo "Mais-um" tem uma conotação de alguém que acrescenta algo ao grupo de maneira singular, sem, no entanto, se sobrepor ao funcionamento dos participantes. A ideia é que a presença dessa analista cumpra uma função, não é para dominar o grupo ou impor uma solução definitiva, mas para colocar em movimento uma nova produção de pensamento.

Esse "Mais-um" é uma espécie de "acréscimo" ao grupo, e é escolhido de maneira estratégica para enriquecer a dinâmica do cartel. Ele pode ser alguém que vai trazer um olhar diferente ou uma reflexão teórica inovadora, contribuindo para a ampliação do debate sem ser um líder ou um "sabe-tudo", mas sim alguém que "contagia" com sua produção e cria uma expansão do saber.

Desta forma, o Mais-um, reflete a ideia de que o sujeito é único, mas não é isolado, já que na psicanálise lacaniana enfatiza-se o caráter de "divisão" do sujeito e de sua relação com o Outro. O "Mais-um" não é apenas uma pessoa a mais dentro de um grupo, ele representa a possibilidade de criar algo novo a partir da multiplicidade e da troca.

A Transmissão das produções.

No Cartel, o processo de transmissão é caracterizado por uma produção singular, testemunhada pelo coletivo de analistas e de forma contínua de saber, ou seja, a cada encontro, a cada reunião e por fim a apresentação da produção em uma Jornada de Carteis que marca o final daquele período.

Lacan via a psicanálise como uma prática que deveria ser sempre renovada, e a transmissão de saber psicanalítico, em sua visão, é uma produção que ocorre sem a pretensão de um "fim" definitivo. A produção que ocorre dentro do Cartel, seja teórica ou prática, deve ser entendida como um "movimento contínuo", no qual as trocas entre os membros geram sempre algo novo.

O conceito de transmissão é, portanto, central para a continuidade e a evolução da psicanálise lacaniana. Lacan nunca considerou que a psicanálise fosse algo "concluído", pois ela está sempre em processo, sendo construída e reconstruída a partir de novas interpretações, novas práticas e novas produções teóricas. O Cartel, ao possibilitar um espaço para a troca e o debate, assegura que a transmissão não se dê apenas de forma vertical (de um mestre para seus discípulos), mas sim de maneira horizontal, com a participação ativa de todos.

Além disso, essa transmissão não se limita ao aspecto teórico, mas também inclui a transmissão da prática clínica, o que é crucial para a formação de psicanalistas. A partir do Cartel, cada psicanalista é convidado a repensar sua prática, seus conceitos e suas intervenções, tornando a transmissão uma experiência singular, dinâmica e criativa.

Considerações finais.

Consideramos que o Cartel aqui no ICGP, é um espaço para a formação de psicanalistas, de transmissão das produções e de laço com a construção de uma psicanálise que contemple a realidade brasileira. A prática do Cartel, aqui no ICGP, permite ao psicanalista repensar e reavaliar sua teoria e prática de maneira constante, o que é essencial para que ele se mantenha conectado com as questões contemporâneas e com os novos desafios da psicanálise.


DAUD, Rafael. Para que serve o Mais-um? In: Textos Café Cartel. 2011. Disponível em: https://issuu.com/forumdocampolacanianosp/docs/textos_cafe_cartel_2011


PAMPONET, Reinalado. O Cartel na escola de Lacan. In: @gente Revista de Psicanálise. n.8. Ano 2. 2013. Disponível em:https://www.institutopsicanalisebahia.com.br/agente/download/agente008_pamponet.pdf


FÓRUM DO CAMPO LACANIANO. Para que serve o Mais-um? In.: Café Cartel. São Paulo: 2011. Disponível em: https://issuu.com/forumdocampolacanianosp/docs/textos_cafe_cartel_2011





Próxima Jornada de Cartel:


28/02/2026, sábado 8h às 17h.


Próximos encontros
Atú em Cartel:

A produção que ocorre dentro do Cartel no Instituto Cazuá Griô de Psicanálise (ICGP) ao mesmo tempo que privilegia o singular, é também uma produção coletiva e que busca, não a conformação com respostas definitivas, mas a elaboração contínua de questões, rascunhos de uma prática que prima pela interlocução com outros saberes, esboços de novas rotas, navegar por novos rios, novos laços e com outras formas de saberes, sempre conectados com os determinantes sociais de seu tempo e território.


Favorecendo a interlocução com temas atuais e que contemplem a interseccionalidade com temas transversais, inscritas em toda experiência humana e que por ser assim, sejam tratadas com o devido rigor e respeito que lhe são devidos.


Cada encontro e cada troca no Cartel se transformam em um espaço de produção, em que o saber não é dado de uma vez, mas se constroi progressivamente, por meio da colaboração de todos e ao mesmo tempo em que se desenvolve uma produção singular, que será apresentada em uma Jornada de Cartéis, ao final de um ano, para que seja testemunhada por outros psicanalistas.

O Mais-um no Cartel.


O "Mais-um" é um conceito central dentro da estrutura do Cartel lacaniano, e remete à figura que entra no grupo com a função específica, tomada diante de uma posição atenta, de um saber-fazer, que promova a precipitação da singularidade de cada cartelizante ou cartelando, estes são nomes dados a cada participante do Cartel.


O termo "Mais-um" tem uma conotação de alguém que acrescenta algo ao grupo de maneira singular, sem, no entanto, se sobrepor ao funcionamento dos participantes. A ideia é que a presença dessa analista cumpra uma função, não é para dominar o grupo ou impor uma solução definitiva, mas para colocar em movimento uma nova produção de pensamento.


Esse "Mais-um" é uma espécie de "acréscimo" ao grupo, e é escolhido de maneira estratégica para enriquecer a dinâmica do cartel. Ele pode ser alguém que vai trazer um olhar diferente ou uma reflexão teórica inovadora, contribuindo para a ampliação do debate sem ser um líder ou um "sabe-tudo", mas sim alguém que "contagia" com sua produção e cria uma expansão do saber.


Desta forma, o Mais-um, reflete a ideia de que o sujeito é único, mas não é isolado, já que na psicanálise lacaniana enfatiza-se o caráter de "divisão" do sujeito e de sua relação com o Outro. O "Mais-um" não é apenas uma pessoa a mais dentro de um grupo, ele representa a possibilidade de criar algo novo a partir da multiplicidade e da troca.

A Transmissão das produções.


No Cartel, o processo de transmissão é caracterizado por uma produção singular, testemunhada pelo coletivo de analistas e de forma contínua de saber, ou seja, a cada encontro, a cada reunião e por fim a apresentação da produção em uma Jornada de Carteis que marca o final daquele período.


Lacan via a psicanálise como uma prática que deveria ser sempre renovada, e a transmissão de saber psicanalítico, em sua visão, é uma produção que ocorre sem a pretensão de um "fim" definitivo. A produção que ocorre dentro do Cartel, seja teórica ou prática, deve ser entendida como um "movimento contínuo", no qual as trocas entre os membros geram sempre algo novo.


O conceito de transmissão é, portanto, central para a continuidade e a evolução da psicanálise lacaniana. Lacan nunca considerou que a psicanálise fosse algo "concluído", pois ela está sempre em processo, sendo construída e reconstruída a partir de novas interpretações, novas práticas e novas produções teóricas. O Cartel, ao possibilitar um espaço para a troca e o debate, assegura que a transmissão não se dê apenas de forma vertical (de um mestre para seus discípulos), mas sim de maneira horizontal, com a participação ativa de todos.


Além disso, essa transmissão não se limita ao aspecto teórico, mas também inclui a transmissão da prática clínica, o que é crucial para a formação de psicanalistas. A partir do Cartel, cada psicanalista é convidado a repensar sua prática, seus conceitos e suas intervenções, tornando a transmissão uma experiência singular, dinâmica e criativa.

Considerações finais.


Consideramos que o Cartel aqui no ICGP, é um espaço para a formação de psicanalistas, de transmissão das produções e de laço com a construção de uma psicanálise que contemple a realidade brasileira. A prática do Cartel, aqui no ICGP, permite ao psicanalista repensar e reavaliar sua teoria e prática de maneira constante, o que é essencial para que ele se mantenha conectado com as questões contemporâneas e com os novos desafios da psicanálise.


DAUD, Rafael. Para que serve o Mais-um? In: Textos Café Cartel. 2011. Disponível em: https://issuu.com/forumdocampolacanianosp/docs/textos_cafe_cartel_2011


PAMPONET, Reinalado. O Cartel na escola de Lacan. In: @gente Revista de Psicanálise. n.8. Ano 2. 2013. Disponível em:https://www.institutopsicanalisebahia.com.br/agente/download/agente008_pamponet.pdf


FÓRUM DO CAMPO LACANIANO. Para que serve o Mais-um? In.: Café Cartel. São Paulo: 2011. Disponível em: https://issuu.com/forumdocampolacanianosp/docs/textos_cafe_cartel_2011


Próxima Jornada de Cartel:


  • 28/02/2026, sábado 8h às 17h


Próximos encontros
Atú em Cartel:


Encontros: “A experiência em Cartel: o cartelizante e o Mais-um”


  • 30/04/2025 - Marcela Souza

  • 25/06/2025 - Josani Santos

  • 13/08/2025 - Marana Tamie

  • 06/10/2025 - Carina Guedes

A produção que ocorre dentro do Cartel no Instituto Cazuá Griô de Psicanálise (ICGP) ao mesmo tempo que privilegia o singular, é também uma produção coletiva e que busca, não a conformação com respostas definitivas, mas a elaboração contínua de questões, rascunhos de uma prática que prima pela interlocução com outros saberes, esboços de novas rotas, navegar por novos rios, novos laços e com outras formas de saberes, sempre conectados com os determinantes sociais de seu tempo e território.

Favorecendo a interlocução com temas atuais e que contemplem a interseccionalidade com temas transversais, inscritas em toda experiência humana e que por ser assim, sejam tratadas com o devido rigor e respeito que lhe são devidos.

Cada encontro e cada troca no Cartel se transformam em um espaço de produção, em que o saber não é dado de uma vez, mas se constroi progressivamente, por meio da colaboração de todos e ao mesmo tempo em que se desenvolve uma produção singular, que será apresentada em uma Jornada de Cartéis, ao final de um ano, para que seja testemunhada por outros psicanalistas.

O Mais-um no Cartel.

O "Mais-um" é um conceito central dentro da estrutura do Cartel lacaniano, e remete à figura que entra no grupo com a função específica, tomada diante de uma posição atenta, de um saber-fazer, que promova a precipitação da singularidade de cada cartelizante ou cartelando, estes são nomes dados a cada participante do Cartel.

O termo "Mais-um" tem uma conotação de alguém que acrescenta algo ao grupo de maneira singular, sem, no entanto, se sobrepor ao funcionamento dos participantes. A ideia é que a presença dessa analista cumpra uma função, não é para dominar o grupo ou impor uma solução definitiva, mas para colocar em movimento uma nova produção de pensamento.

Esse "Mais-um" é uma espécie de "acréscimo" ao grupo, e é escolhido de maneira estratégica para enriquecer a dinâmica do cartel. Ele pode ser alguém que vai trazer um olhar diferente ou uma reflexão teórica inovadora, contribuindo para a ampliação do debate sem ser um líder ou um "sabe-tudo", mas sim alguém que "contagia" com sua produção e cria uma expansão do saber.

Desta forma, o Mais-um, reflete a ideia de que o sujeito é único, mas não é isolado, já que na psicanálise lacaniana enfatiza-se o caráter de "divisão" do sujeito e de sua relação com o Outro. O "Mais-um" não é apenas uma pessoa a mais dentro de um grupo, ele representa a possibilidade de criar algo novo a partir da multiplicidade e da troca.

A Transmissão das produções.

No Cartel, o processo de transmissão é caracterizado por uma produção singular, testemunhada pelo coletivo de analistas e de forma contínua de saber, ou seja, a cada encontro, a cada reunião e por fim a apresentação da produção em uma Jornada de Carteis que marca o final daquele período.

Lacan via a psicanálise como uma prática que deveria ser sempre renovada, e a transmissão de saber psicanalítico, em sua visão, é uma produção que ocorre sem a pretensão de um "fim" definitivo. A produção que ocorre dentro do Cartel, seja teórica ou prática, deve ser entendida como um "movimento contínuo", no qual as trocas entre os membros geram sempre algo novo.

O conceito de transmissão é, portanto, central para a continuidade e a evolução da psicanálise lacaniana. Lacan nunca considerou que a psicanálise fosse algo "concluído", pois ela está sempre em processo, sendo construída e reconstruída a partir de novas interpretações, novas práticas e novas produções teóricas. O Cartel, ao possibilitar um espaço para a troca e o debate, assegura que a transmissão não se dê apenas de forma vertical (de um mestre para seus discípulos), mas sim de maneira horizontal, com a participação ativa de todos.

Além disso, essa transmissão não se limita ao aspecto teórico, mas também inclui a transmissão da prática clínica, o que é crucial para a formação de psicanalistas. A partir do Cartel, cada psicanalista é convidado a repensar sua prática, seus conceitos e suas intervenções, tornando a transmissão uma experiência singular, dinâmica e criativa.

Considerações finais.

Consideramos que o Cartel aqui no ICGP, é um espaço para a formação de psicanalistas, de transmissão das produções e de laço com a construção de uma psicanálise que contemple a realidade brasileira. A prática do Cartel, aqui no ICGP, permite ao psicanalista repensar e reavaliar sua teoria e prática de maneira constante, o que é essencial para que ele se mantenha conectado com as questões contemporâneas e com os novos desafios da psicanálise.


DAUD, Rafael. Para que serve o Mais-um? In: Textos Café Cartel. 2011. Disponível em: https://issuu.com/forumdocampolacanianosp/docs/textos_cafe_cartel_2011


PAMPONET, Reinalado. O Cartel na escola de Lacan. In: @gente Revista de Psicanálise. n.8. Ano 2. 2013. Disponível em:https://www.institutopsicanalisebahia.com.br/agente/download/agente008_pamponet.pdf


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